Bichectomia: o que é, para quem é indicada?

A bichectomia é a cirurgia que tem como principal objetivo diminuir o volume das bochechas por meio da retirada da gordura ou bola de Bichat, resultando em uma fisionomia mais fina

Não é novidade que as bochechas podem ser motivo de traumas de infância, já que é uma região localizada na face, ou seja, o cartão de visitas. Um rosto arredondado não é problema, desde que seu dono esteja satisfeito. E quando ele não gosta do que vê no espelho, pode recorrer a um procedimento considerado simples para melhorar a forma da face: a bichectomia.

A bichectomia é a cirurgia que tem como principal objetivo diminuir o volume das bochechas por meio da retirada da gordura ou bola de Bichat, localizada na parte interna da região, resultando em uma fisionomia mais fina. Em alguns casos, por condições genéticas, mesmo com dietas rigorosas e emagrecimento eficaz a região facial não apresenta os mesmos resultados estéticos, fazendo da bichectomia uma boa saída para a diminuição das bochechas, proporcionando um perfil mais harmônico e atraente.

Nos anos 80 quando começou a ser realizada, a cirurgia era um procedimento de apoio às cirurgias mais complexas, como o lifting facial, e ajudava na correção do formato da face como um todo, diminuindo papadas e flacidez. O procedimento ganhou fama entre as celebridades, que aderiram à bichectomia para garantir rostos mais atraentes. Sua prática como cirurgia isolada ganhou força nos últimos três anos, também por seu custo acessível. Os valores podem variar de R$ 1 mil a R$ 7 mil.

O procedimento e a recuperação são simples e rápidos, e os resultados podem começar a ser percebidos 15 dias após a realização. Com 20 dias, os resultados finais já podem ser visualizados. Além disso, a cirurgia não deixa marcas externas já que a incisão e retirada do material são feitas pela parte de dentro da boca.

Pacientes que possuem as famosas “covinhas” das bochechas, cuja presença não incomoda, receiam perder a característica com o procedimento. Isso não ocorre, pois elas são causadas por músculos que não sofrem alteração com a bichectomia. Outra característica, nem tão querida assim, que não sofre alteração é o chamado queixo duplo, cujo tratamento exige uma intervenção específica.

 

Os riscos da Bichectomia

Por ser cirurgia estética, a Bichectomia deve ser feita apenas em pacientes cujo desenvolvimento facial já tenha se encerrado, ou seja, acima de 16 ou 17 anos. Menores precisam de autorização fornecida pelos pais. Ao contrário do que pode se imaginar, não são apenas mulheres que procuram pelo serviço, homens também integram o público alvo da intervenção cirúrgica. A diferença é que nesses, o formato de rosto acaba exigindo mais cautela na retirada de material, para que não prejudique o formato original da face.

Rostos assimétricos podem ter a característica atenuada, mas a avaliação prévia poderá mostrar se a origem da assimetria depende apenas da gordura de Bichat ou se é proveniente da formação óssea e dos tecidos moles, o que é bastante comum, e que não poderão ser alterados apenas pela bichectomia.

É importante lembrar que o procedimento serve para atenuar o tamanho das bochechas, o que dá destaque às maçãs do rosto, portanto, pacientes que já possuem maçãs proeminentes terão a impressão de que elas estarão ainda mais em evidência. Deste modo, é indispensável a avaliação facial completa para idealizar as possibilidades de resultados e evitar frustrações.

Outro fator a ser observado é a origem do tamanho indesejado da face, que pode não estar associada à bola de Bichat, e sim à hipertrofia do músculo masseter, responsável pela mastigação. Em casos assim, o tratamento ideal deve ser feito com toxina botulínica (botox) ou outras cirurgias. Na bichectomia existe, como nas demais cirurgias, risco de sangramentos e lesão de nervos, por isso deve-se considerar não apenas os custos da cirurgia, mas também a qualidade do local e a qualificação do profissional que irá realizar o procedimento.